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Museu Eduardo André Matarazzo
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O FUNDADOR EDUARDO ANDRÉ MATARAZZO
        
         Eduardo André Matarazzo nasceu na cidade de São Paulo no ano de 1932, filho de Francisco Matarazzo Junior e neto do imigrante italiano Francisco Matarazzo que chegou ao Brasil, vindo de Salermo, em 1887.

         Desde jovem foi apaixonado por máquinas e veículos; seu interesse não se resumia ao design dos automóveis, mas, também, ao seu funcionamento, seu motor. Além disto, era aficcionado por corridas, tendo participado de diversas provas onde é hoje o autódromo de Interlagos. Uma delas foi uma prova da qual participaram 30 Romi Izettas, nos anos 50. Foi também proprietário do primeiro Wolksvagem a rodar no Brasil, o que levou a fábrica a lhe ofertar o último aqui produzido.

         Sua grande paixão era a restauração de carros. Para conseguir seu objetivo, aos 21 anos (1953) mandou construir, sob a garagem da casa onde morava em São Paulo, uma oficina amplamente equipada para a reforma de carros antigos, cujos carros eram baixados por um elevador. Quando voltava de seu trabalho como Vice-Presidente Executivo das Indústrias Reunidas F. Matarazzo, após o jantar, descia para a oficina onde orientava os mecânicos, eletricistas, funileiros e pintores que contratava, passando horas dedicadas a deixar os automóveis exatamente como eram quando saíram de fábrica, isto é, sempre utilizando peças originais; se não as encontrava no Brasil, comprava-as no exterior. Suas  primeiras restaurações foram: um Opel, um Isotta Fraschini e uma Mercedes K. Night. 

         Seu prazer estava em comprar os carros em ferro velhos, muito estragados e vê-los renascer aos poucos.

         Com o tempo sua coleção foi aumentando; já era bastante grande em 1964 quando decidiu criar um Museu de Veículos Motorizados Antigos, com sede em São Paulo, expondo seus carros em uma das fábricas das IRFM, na Rua Joli.

         Em 1967 casou-se com Eneida Matarazzo, cuja família era da cidade de Bebedouro, interior de São Paulo.

         Em 1968, por incentivo de sua esposa, acreditando que traria turistas e desenvolvimento para a cidade, decidiu transferir o Museu para Bebedouro. Em convênio com a Prefeitura, um prédio foi construído e inaugurado em 1969 para acolher a coleção, que não cessou de aumentar, já não apenas com novos carros, mas também outras máquinas antigas das mais diversas aplicações e utilidades, e aviões.

         Em 1986, quando Eduardo se tornou Presidente da FRUTESP, fábrica de suco de laranja localizada em Bebedouro, transferiu para a fazenda, onde passou a morar, as ferramentas e o maquinário necessários para a reforma dos carros e peças antigas. Aumentando mais ainda a coleção, não só com carros, mas também com locomotivas, caminhões, tratores, tanque de guerra, aviões e máquinas antigas de todo tipo. O que justificou alterar o nome para Museu de Armas Veículos e Máquinas Eduardo André Matarazzo. Fato que o distingue e torna único por ter acervo diversificado e não somente carros antigos.

         As restaurações fizeram parte da vida de Eduardo até 3 de março de 2002 quando faleceu. Nesta data quatro veículos se encontravam em sua oficina em processo de restauro (postura mantida por sua filha a quem deixou a Presidência do Museu).

         Em 2005,  como homenagem a ele, sua mulher e sua filha decidiram mudar o nome do museu para “Museu Eduardo André Matarazzo, Armas, Veículos e Máquinas”.

         Eduardo Matarazzo foi um dos precursores do Antigomobilismo no Brasil, tinha grande amor pela história e por objetos que ajudassem a entendê-la. Um de seus grandes méritos está no fato de que sempre quis dividir seu conhecimento com as pessoas, abrindo sua coleção particular a visitação pública. Fato bastante raro em nosso País.

 
 

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